Entenda os artefatos na tomografia odontológica: O que são e como afetam o diagnóstico?

17/02/2025

A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC ou CBCT – Cone Beam Computed Tomography) revolucionou a odontologia ao proporcionar imagens detalhadas da estrutura óssea e dentária com alta precisão. No entanto, como qualquer exame de imagem, a CBCT está sujeita a artefatos, que podem afetar a qualidade das imagens e, consequentemente, a interpretação dos exames.

Mas o que são esses artefatos, por que acontecem e como podemos minimizá-los? Vamos explicar tudo de forma simples e direta.


O que são artefatos em CBCT?

Os artefatos são distorções ou falhas na imagem geradas durante a aquisição ou reconstrução da tomografia. Eles aparecem como sombras, linhas ou distorções que podem prejudicar a visualização correta da anatomia do paciente.

Isso ocorre porque, durante a tomografia, fatores físicos e matemáticos influenciam a formação da imagem. O feixe de raios X atravessa diferentes tipos de tecidos e materiais, sofrendo alterações que podem criar padrões indesejados na imagem final.


Principais tipos de artefatos em CBCT

Diversos fatores podem gerar artefatos em tomografias odontológicas. Abaixo, listamos os mais comuns e suas causas:


1.Artefatos de endurecimento do feixe (Beam hardening)

Quando os raios X atravessam materiais muito densos, como restaurações metálicas ou implantes, parte da radiação é absorvida, alterando a composição do feixe que chega ao detector. Isso pode criar sombras escuras ou listras na imagem.

Como minimizar:

  • Redução da dose de radiação em exames para evitar superexposição.
  • Uso de algoritmos avançados no software para compensação de endurecimento do feixe.


2.Artefatos de movimento

Se o paciente se mexer durante a aquisição da imagem, a tomografia pode apresentar imagens borradas ou duplicadas, dificultando a análise precisa.

Como minimizar:

  • Uso de apoios para a cabeça e instruções claras para o paciente antes do exame.
  • Escolha de tempos de exposição mais curtos para reduzir o risco de movimento.


3.Artefatos metálicos

Materiais como próteses, coroas metálicas e implantes podem bloquear a passagem dos raios X, criando regiões totalmente escuras ou listras brilhantes na imagem.

Como minimizar:

  • Uso de protocolos específicos para pacientes com implantes metálicos.
  • Técnicas de reconstrução digital que reduzem os efeitos desses artefatos.


4. Artefatos de Volume Parcial

Esse tipo ocorre quando uma estrutura é capturada apenas parcialmente pelo feixe de raios X, gerando distorções nos limites das imagens.

Como minimizar:

  • Ajuste adequado do campo de visão (FOV) para capturar toda a região de interesse.


5. Artefatos de Dispersão (Scatter)

Os raios X podem ser desviados ao atravessar diferentes tecidos e materiais, gerando imagens com ruído ou sombras irregulares.

Como minimizar:

  • Uso de filtros específicos nos equipamentos de CBCT.
  • Software de reconstrução aprimorado para corrigir distorções.

Por que entender os artefatos é importante?

Saber identificar e minimizar os artefatos é essencial para que os profissionais de odontologia possam realizar diagnósticos mais precisos. Quanto melhor a qualidade da imagem, mais confiável será a interpretação clínica, evitando erros e retrabalho nos tratamentos odontológicos.

No contexto da radiologia odontológica, a tecnologia CBCT já evoluiu bastante para lidar com essas limitações, oferecendo softwares cada vez mais inteligentes que corrigem ou reduzem os artefatos na reconstrução da imagem.


A tomografia computadorizada de feixe cônico é uma ferramenta essencial para a odontologia moderna, mas é fundamental compreender suas limitações e como otimizar a qualidade das imagens. A escolha de equipamentos modernos, a capacitação dos profissionais e o uso de técnicas corretivas são estratégias que garantem exames mais confiáveis.

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Fonte:

Este artigo foi baseado na revisão científica: Schulze, R. et al. “Artefacts in CBCT: a review.” Dentomaxillofacial Radiology, 2011. 


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